sexta-feira, 27 de julho de 2012


“Quando cresci foi o reverso. De consolador que fui, quero agora ser consolado. Sou eu, agora, quem precisa de carinho da mão que cura. Nem que seja preciso sofrer antes; não precisa ser muito, mas o suficiente para que o consolo depois me inunde o peito como chuva caindo na terra seca. Amo quem me assopra as feridas ainda que, para isso, tenha que me ferir antes, tenha que quebrar as pontas de minhas asas. É desse amor de consolo que meu corpo trêmulo precisa.” ( Do livro “O Fantasma de Luis Buñuel”, de Maria José Silveira).

Nenhum comentário:

Postar um comentário